quinta-feira, 2 de junho de 2011

                               Fuga


Vôo pois é preciso
 Em meio a situações catastróficas
Incrivelmente ainda possuo asas
Que por milagre não foram destruídas
Pela cruel afetação de infelicidade.
Voar é o que me resta
Ausentar-me mesmo que por segundos
Para não marejar meus olhos
Presenciando tal cenário injusto e inconsequente
Onde os fracos ajoelham-se clamando por piedade
E os fortes que assim intitulam-se
Acreditam numa revolução
Com o derramar de sangue e lágrimas.
Suplico-lhe oh Deus
Que mantenhas minhas pobres asas
Para que em nuvens de branca pureza
Eu possa sentar-me e trincar meus olhos.

Por Rose dos Anjos

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

                                                   Olhos Tristes

Olhos tristes...
Cansastes de toda essa amargura
Não tens um minuto de sossego
Não lhe restas um fiasco de esperança
Cruéis realidades da vida são implantadas em teu coração
Não há fuga, não há remediação...
Tuas constantes buscas em vão já não permitem que enxergues uma luminosidade que um dia sonhastes em ter...

Olhos tristes... permanentes olhos tristes...

Por Rose dos Anjos
Magistral

E esses malabares que destraem-me
Teus pés descalços por desleixo
Movimentas todo este espetáculo
Divinamente só teu
Todos olham mas somente eu observo
Tua graça, tua mais completa sutileza de gestos
A maravilhosa arte da simplicidade mesclada em talento e sensibilidade.


Por Rose dos anjos

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Amor em Colapso


Maus tratos à alma
Um vício degradante
Um bem estar doentio
Desejo aos encantamentos trazidos pelo amor
Destruição imediata
Não pertenço a essa ilusão de vida
Por que? Por que?
É uma invasão monstruosa do sentimento traduzido em beleza
Não queria que fosse assim...
Não deveria compactuar com essa dor martirizante
Mas mesquinhamente acostumei-me a aceitar tal condição...
Afaste-se de todo esse contágio
Salves tua alma
Afaste-se... por favor afaste-se...

Por Rose dos Anjos

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Toda a forma...




Em toda a parte meus sentidos teimam a buscar-te
Sons, aromas, gostos...
Não há maior prazer e morte nesta lembrança incansável
Tudo perdeu-se com o tempo que prossegue ininterrupto
Meus afagos a ti já não mais pertencem...
Perdi-me.


    
                      Por Rose dos Anjos